
Marketing digitalPor Media.K
Por que as pessoas estão odiando anúncios (e o que isso revela sobre o marketing de hoje)
As pessoas não odeiam anúncios. Odeiam ser interrompidas. Descubra por que sua marca pode estar afastando o público, e como mudar isso agora.
O alerta está aceso: ninguém aguenta mais ser interrompido.
Na última década, o marketing virou uma espécie de DJ mal educado:
Ele não pergunta o que você quer ouvir. Ele só aumenta o volume.
É por isso que hoje, ao menor sinal de um “anúncio pulável”, o público corre.
Não importa se é sobre a viagem dos sonhos, um produto genial ou um conteúdo que até poderia ser interessante.
Se tem cara de anúncio, soa como anúncio, e tenta te vender algo — já era.
Mas por que isso está acontecendo? E o que muda daqui pra frente?
As pessoas não odeiam anúncios. Elas odeiam ser tratadas como burras.
Não é o fato de ser pago.
É o fato de parecer forçado, fora de contexto, intrometido.
Hoje, o consumidor é mais esperto do que nunca:
• Ele reconhece um conteúdo patrocinado antes mesmo de clicar
• Ele pula, ignora, fecha ou denuncia — e com gosto
• E mais do que tudo: ele lembra das marcas que o irritaram
Enquanto isso, o conteúdo que mais engaja tem cara de… gente.
De conversa.
De verdade.
De coisa útil, engraçada, inesperada.
Dados que não mentem:
• 96% dos brasileiros preferem assistir a conteúdos espontâneos do que a conteúdos com cara de publicidade (Fonte: IAB Brasil, 2024)
• 74% dos usuários dizem que estão evitando marcas que anunciam demais ou de forma agressiva (Fonte: GWI 2023)
• O uso de bloqueadores de anúncios subiu 42% no Brasil nos últimos dois anos
Traduzindo: o anúncio deixou de ser uma ponte. Virou um obstáculo.
O que funciona agora?
Se o público odeia ser interrompido…
Conquiste a atenção antes de pagar por ela.
Isso muda tudo:
• A copy precisa se parecer com conversa, não com panfleto
• O criativo precisa gerar curiosidade real, não só gritar “compre agora”
• O tom precisa ser menos “vendedor” e mais “resolutivo”
O conteúdo precisa parecer algo que você escolheria ver, mesmo que seja pago.
Marcas que entenderam o jogo novo
Você já percebeu que os anúncios que mais viralizam não parecem anúncios?
• A Nike faz mini documentários.
• A Netflix transforma trailer em meme.
• A Heinz banca pesquisa falsa só pra gerar polêmica.
• Pequenas marcas viralizam com um bom roteiro e zero grana.
Porque o jogo agora é outro:
Anúncios bons são aqueles que não se comportam como anúncios.
Pra refletir (antes de criar a próxima campanha):
1. O seu anúncio gera valor antes de pedir algo em troca?
2. Ele se adapta à linguagem da plataforma?
3. Ele soa como gente real ou como marca desesperada?
4. Ele seria compartilhado mesmo se não fosse pago?
Se a resposta for “não” pra maioria…
Sua marca está no time dos ignorados.
Resumo da ópera
O problema não é anunciar.
É continuar achando que gritar mais alto vai resolver a surdez seletiva do seu público.
Se você quer ser visto sem ser detestado, comece pelo básico:
Crie algo que valha a atenção.


