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Anonimato on line, será que existe?

Por Diego Kanaane :: 0 Comments

A própria internet, sem fazer esforço, contribui com a busca desesperada pela legitimação da existência. A necessidade que o ser humano tem de aparecer e se fazer presente.
O paradoxo entre anonimato e super exposição na internet pode ser visto no site 4chan.org. Onde os internautas não se identificam, não informam a sua “real” identidade, porém criam pseudônimos para expor as suas idéias, debochar de pessoas próximas ou públicas; invadem sistemas particulares, de grande corporações, entre outras “agressões”. Desta forma um usuário mais ativo, criador de conteúdo, pode chegar a se tornar uma celebridade no 4chan. Assim como aconteceu com Christopher Poole, nova iorquino, que no ano de sua criação tinha 15 anos.

A ideia inicial do 4chan era ser um fórum de compartilhamento de imagens que acabou  se transformando em uma rede chamada de antissocial, por não ter termos ou condições de uso e a única regar é zombar com pessoas física ou jurídica, governo, movimentos sociais, entre outros.

Com a grande exposição do site nas mídias, Christopher foi pego pela polícia, teve a sua identidade revelada e tornou-se celebridade tendo o seu verdadeiro nome na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo, pela revista americana Time.
A questão é: até onde, realmente, existe um interesse em ser anônimo na internet? Para o Profº Eugênio Trivinho, Presidente da ABCIER, estudioso de cibercultura, não estar presente na internet é uma morte simbólica, visto que é como não compartilhar com a sociedade.

Seguindo o mesmo raciocínio, hoje em dia a presença na internet faz com que as pessoas se sintam aceitas, realizadas no desejo de estar sempre presentes e se expondo de forma globalizada, pois independe do local onde a pessoa que escreve ou da pessoa que lê esteja, o ato de navegar na internet proporciona uma sensação de imersão social.
Fontes:
Projeto de Pesquisa: “Comunicação, existência e tempo real: investigação sobre a significação social-histórica, do fenômeno glocal na civilização mediática avançada”, Eugênio Trivinho, 2008.

Por trás da rede antissocial, Revista Super Interessante, ed. 290, abril/2011

por Paloma Botelho, Gestor em Marketing Digital
colaboração Maria Eleonora Barbosa, Radialista

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